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A FAA está analisando um problema de software no Boeing 737 MAX.

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A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) está analisando um possível problema com a atualização do software do computador de gerenciamento de voo (FMC) instalada em algumas aeronaves Boeing 737 MAX. O problema envolve as versões 14 e 14.1 do software. A Boeing informou aos operadores em agosto que, em um cenário raro de pouso, os pilotos podem perder temporariamente o acesso à orientação automática de voo vertical. A empresa afirmou que o problema não representa um risco imediato à segurança e que os pilotos podem continuar voando e pousando a aeronave utilizando os procedimentos estabelecidos.

Segundo a Boeing, essa condição pode ocorrer durante uma aproximação de precisão quando a tripulação inicia uma arremetida e, em seguida, altera o plano de voo pré-programado. O sistema de orientação de voo pode então transitar da navegação vertical (VNAV) para outro modo, como mudança de nível ou velocidade vertical.

O modo VNAV segue as restrições de altitude e velocidade calculadas pelo FMC, enquanto os outros modos exigem que a tripulação gerencie essas restrições manualmente.

Companhias aéreas americanas e novas entregas

A Alaska Airlines, a American Airlines, a Southwest Airlines e a United Airlines informaram à CBS que suas aeronaves atualmente em serviço não utilizam o software afetado.

No entanto, a Southwest e a United informaram à Boeing que não aceitarão novas aeronaves equipadas com o software afetado e que, em vez disso, receberão aeronaves com uma versão anterior do software.

A Boeing não divulgou quantas aeronaves ainda não entregues foram afetadas, nem se operadores fora dos EUA estão atualmente voando com aeronaves equipadas com as versões 14 ou 14.1.

Revisão da FAA

Uma companhia aérea relatou o problema à Boeing pela primeira vez em novembro de 2024. Inicialmente, em fevereiro de 2025, a Boeing concluiu que não representava um problema de segurança.

Após receber informações adicionais dos operadores, a Boeing iniciou uma revisão formal de segurança. As conclusões foram agora submetidas à FAA. A FAA informou que convocará um Conselho de Revisão de Ações Corretivas (CARB, na sigla em inglês), composto por especialistas em segurança da FAA, para determinar se o problema representa um risco à segurança e quais medidas podem ser necessárias.

A Boeing está desenvolvendo uma atualização de software para solucionar o problema de forma definitiva. A empresa informou à Airways que prevê a próxima atualização de software em 2028, mas está trabalhando para acelerar o cronograma com base no feedback dos operadores.

Impacto potencial nos modelos 737-7 e 737-10

A revisão ocorre em um momento em que o programa 737 MAX da Boeing atinge marcos importantes. A FAA certificou o 737-7 em 3 de agosto, e a CBS noticiou que a aeronave foi certificada com a versão 14 do software.

Entretanto, o 737-10 utilizou a versão 14.1 durante os testes de certificação. A Boeing concluiu seu último voo de certificação planejado em julho, e a Alaska Airlines afirmou em 24 de setembro que esperava a certificação da FAA até o final de setembro. Ainda não está claro se o problema de software afetará o cronograma de entregas do 737-7 ou a certificação do 737-10.

A FAA não informou se a revisão da CARB precisa ser concluída antes que o 737-10 possa ser certificado. Por enquanto, a Boeing está trabalhando com a FAA e as companhias aéreas nessa questão, enquanto a agência avalia as conclusões da empresa e as medidas corretivas propostas.

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